"Quem se recusa a abraçar a única oportunidade perde o prêmio tanto quanto se tivesse tentado e fracassado" (W. James).
Um dia, ao ver o leproso que se aproximava, Francisco quis voltar atrás. No entanto, seguiu adiante; já não sentia aversão.
O poverello de Assis deixou para trás não apenas o que percebia; mas, também, o que sua inteligência pensava que via.
Ser humano é ser com os outros, não só no presente, mas no modo como está presente em cada qual o passado e o futuro.
Quando conhecemos nossa vulnerabilidade em vez de fugir dela, experimentamos a dependência da Graça que nos sustenta.
Para todos nós há ocasiões e lugares que nos trazem a sensação de estarmos em harmonia com mundo além de nós mesmos.
O mundo não é mera arena em que se desenrola a história humana; quem começa a ver o todo percebe que existe rumo.
Francisco, na sua simplicidade, lia as palavras de Cristo como tinham sido ditas no Evangelho - em que acreditava plenamente.
Num mundo criado intencionalmente com a liberdade de amar jamais poderá ser pura matemática - cada um(a) é irrepetível.
Texto: Tarcisio Padilha Junior